O grande escritor inglês do século XX consegue tirar a reta essência das palavras. Nesse trecho do ensaio ''O que há de certo com o mundo'', publicado no T. P.'s Weekly em 1910, Chesterton finaliza a sua crítica à sociedade moderna mostrando a simplicidade, a beleza de uma vida comum e a necessidade do contentamento. ''[...] Na atualidade, todos tendemos a um erro comum: tendemos a tornar a política demasiado importante. Tendemos a esquecer quão enorme é a parcela da vida de um homem que permanece inalterada, seja este homem governado por um sultão ou por uma assembleia de senadores, por Nero ou por São Luís. O romper do dia é uma glória perpétua; levantar da cama é um perpétuo incômodo; comida e amigos são bem-vindos; o trabalho e os estranhos devem ser aceitos e tolerados; os pássaros vão dormir ao fim do dia e as crianças teimam em ficar acordadas - essas coisas serão assim até o fim da derradeira noite. E o maior dos perigos é que, na nossa justa revol...
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